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Gravidez na Adolescência

A gravidez pode ser uma das fases mais importantes na vida de uma mulher…

Mas, e quando isso acontece muito cedo, de uma forma não planejada?

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 444.056 adolescentes brasileiras, entre 10 e 19 anos, tiveram filhos em 2009. Destes, mais de 70 mil casos se referem ao estado de São Paulo, o maior em todo Brasil.

A cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem no Brasil são filhas de adolescentes. Esse índice representa três vezes mais garotas menores de 15 anos grávidas do que na década de 70.

Pregnant woman

Pesquisando sobre o assunto, encontramos algumas possíveis justificativas para as práticas sexuais desprotegidas que, consequentemente, podem levar a uma gravidez não desejada:

– falta de informação e comunicação entre os familiares, pela presença de tabus e pelo medo do adolescente em assumir que tem uma vida sexual ativa;
– não utilização de métodos contraceptivos de forma adequada e correta, por conta até da instabilidade das relações e dos encontros casuais (ora tá namorando, ora termina, ou então por não estar em um relacionamento sério com ninguém);
– o pensamento de que a gravidez é uma possibilidade distante, que não vai acontecer no momento;
– e também a iniciação sexual precoce, pois quanto mais cedo ocorre a 1ª relação, menores são as chances de uso de métodos contraceptivos e, consequentemente, maiores são as possibilidades de gravidez.

E ai, vocês concordam com esses motivos?

A boa notícia é que com o aumento de ações de prevenção, orientação mais adequada sobre o uso dos contraceptivos e distribuição gratuita de camisinhas em postos de saúde, há grandes chances do índice de gravidez na adolescência diminuir.

Porém, segundo a médica Carmita Abdo, coordenadora do Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo e professora da Faculdade de Medicina da USP, uma gestação precoce, embora não apropriada, nem sempre é indesejada.

“O desejo de conquistar uma vida melhor, de ter atenção e afeto e de começar a estruturar uma vida mais independente, muitas vezes, levam as meninas a, mesmo sem perceberem, esperar que uma gravidez resolva isso.” Para a médica, mais que informação, as crianças precisam aprender que podem realizar seus sonhos por meio dos estudos, do trabalho e da construção de um projeto de vida”.

A gravidez não planejada não é um problema exclusivo das meninas. Os meninos também não possuem condições estruturais para serem pais, afinal, um filho não é concebido por uma única pessoa.

Como vimos nos posts anteriores, uma das maiores preocupações dos adolescentes esta relacionada a 1ª vez. Muitos ficam em dúvida se estão preparados para iniciar a vida sexual. Uma outra forma de pensar sobre essa questão, é perguntando para si mesmo, se estão prontos para encarar as responsabilidades e as consequências que essa escolha pode trazer…

Caso acontecesse uma gravidez não planejada, como vocês enfrentariam a situação?

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A primeira vez…

Chegou o momento tão esperado para alguns jovens e tão rodeado de dúvidas para outros… A decisão sobre a primeira relação sexual!

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 22% dos adolescentes fazem sexo pela primeira vez aos 15 anos de idade. Nas pesquisas realizadas a cada semestre com os jovens da Unibes, a primeira relação sexual da maioria aconteceu aos 14/15 anos.

Mas será que tem idade certa para isso?

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Na verdade, não! Cada pessoa tem que decidir por si só, levando em consideração suas razões, opiniões, valores, crenças…

É muito comum a idéia de que o momento certo é aquele em que você encontrou a pessoa ideal. Mas a grande questão é: como é essa pessoa ideal? É aquela que você ama e que te ama também? É aquela que te respeita? Como ter certeza do sentimento que o outro tem por você? E se essa relação não durar para sempre?

É normal que várias idéias românticas e que sentimentos fortes por alguém especial façam acreditar que, de fato, chegou a hora certa! É normal também, principalmente no começo do relacionamento, as pessoas confundirem admiração, atração, com amor. Por isso, é importante pensar quais são os motivos que o estão levando a realizar o ato sexual, quais são as suas expectativas em relação a pessoa e em relação a primeira vez com ela. Fazer só por fazer? Por curiosidade? Porque todo mundo já fez?

Muitos acreditam que a primeira relação é a passagem da vida infantil para a fase adulta, mas vale ressaltar que ninguém fica mais maduro ou “mais adulto” após o início da vida sexual. Também é muito importante analisar até que ponto essa decisão é sua ou se você esta querendo por pressão dos amigos ou do próprio(a) namorado(a). Seguir no embalo dos outros, nem sempre é a melhor escolha.

Como vocês podem ver, a primeira vez acaba sendo um momento cercado por diversas questões, preocupações, medo e ansiedade…

Ter dúvidas é normal e ficar apreensivo mais ainda!

Uma forma de lidar melhor com isso é fazendo essas perguntas para vocês mesmos… Conversar sobre todos esses sentimentos com o parceiro(a) também vai ajudar… Eles(as) podem ter as mesmas inquietações! E se estiverem inseguros ou incertos quanto a alguma situação (pessoa, momento, local, confiança), é melhor adiarem um pouquinho essa decisão! Talvez seja um sinal de que ainda não estão tão preparados(as) quanto imaginavam!

* Vale lembrar que é fundamental vocês estarem bem informados sobre os riscos e as consequências de uma relação sexual desprotegida e buscarem, junto a um profissional de saúde, a melhor forma de prevenção.

Até a próxima!

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Cólicas

Bom dia!

Não é de hoje que as meninas ficam curiosas a respeito das cólicas, essa dorzinha chata, que antecede ou acompanha a menstruação. Também chamada de dismenorréia, esse incômodo é muito comum e afeta aproximadamente 50% das mulheres que estão em idade fértil.

A cólica é caracterizada por uma dor na parte baixa da barriga, que pode permanecer nessa região ou passar para as costas ou pernas. Em alguns casos, essa dor pode vir acompanhada de outros desconfortos, como enjoos, vômitos, diarréia, dores de cabeça e mal-estar geral.

colica

Lembram no post anterior que falamos que os hormônios eram os responsáveis pelas principais mudanças físicas e emocionais que acontecem no corpo? Pois é!

Quando o óvulo não foi fecundado, os níveis hormonais (do estrógeno e da progesterona) caem e inicia-se a descamação natural do endométrio (camada interna do útero) e consequentemente a menstruação. Para que isso aconteça, ocorre a liberação de prostaglandina, substância que faz o útero contrair. Quanto maior forem essas contrações, maior será a dor.

Para aliviar esse sofrimento, seguem algumas recomendações:

– Aposte na prática de exercícios físicos moderados, como alongamentos e caminhadas. Feitos regularmente, eles ajudam a aliviar os sintomas.
– Use uma bolsa de água quente para aquecer e relaxar os músculos da região abdominal.
– Se possível, deite-se de barriga para baixo, apoiada em um travesseiro, para amenizar as dores.
– Beba bastante água. (Alguns chás, como os de camomila e menta proporcionam uma sensação relaxante também!)
– Evite bebidas com cafeína como café, chá preto e refrigerantes.
– E o mais importante: procure um médico! Um profissional especializado sempre é a melhor opção para uma orientação mais específica! E só ele poderá indicar o melhor tratamento para cada caso e prescrever medicamentos, como analgésicos e antiinflamatórios.

Gostaram das dicas?

Até a próxima!

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Anticoncepcional Masculino?

Oi meninas! E ai, meninos? Preparados para o post de hoje?

Pois é… Nas últimas semanas, focamos bastante na questão da prevenção e apresentamos os principais métodos contraceptivos: a camisinha masculina, a camisinha feminina e a pílula anticoncepcional.

Ainda existem outras formas de anticoncepção femininas como o diafragma, o DIU, os implantes, as injeções, os adesivos… Podemos discutí-los mais pra frente, se vocês quiserem!
Mas hoje, vamos falar sobre uma possível novidade!

Atualmente, a gente sabe que o único método de proteção disponível para os homens é o preservativo, enquanto que as mulheres possuem essa variedade de opções como foi citado aí em cima. Muitas gostariam que os parceiros tivessem outras opções também, até mesmo para poder dividir os cuidados e a responsabilidade da prevenção de uma gravidez.

Na verdade, essa vontade esta quase se tornando realidade!

Segundo a Revista Viva Saúde (Editora Escala – Ed. 119), as pesquisas para o desenvolvimento de um anticoncepcional masculino estão a todo vapor em laboratórios do mundo todo e acredita-se que em quatro ou cinco anos ele já estará disponível nas farmácias e consultórios.

Mas como será que esse anticoncepcional funcionará?

Os cientistas afirmam que o contraceptivo masculino poderá atuar tanto na produção dos espermatozóides quanto no seu movimento ou na sua maturação, ou seja, o espermatozóide será produzido normalmente, mas não amadurecerá. Ele simplesmente morrerá, ou não conseguirá se locomover ao encontro do óvulo feminino.

contraceptivo_masculino

Bom, mas para esse medicamento começar a ser comercializado ainda vai levar um tempinho… mais testes deverão ser realizados para garantir a segurança e a eficácia antes de sua aprovação.

É preciso ter certeza que os homens poderão recuperar sua capacidade fértil (produção de espermatozóides) assim que desejarem interromper o uso do método. E vai ser preciso assegurar que o uso desse contraceptivo não irá prejudicar o seu desempenho sexual.

Até lá, vale a pena a gente ir pensando…

Quando o anticoncepcional masculino for lançado, será que vocês, meninos, terão coragem de usar?

(Ah! Enquanto isso não acontece, use a camisinha!)

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Pílula Anticoncepcional

Oi gente!

Conforme prometido, hoje vamos falar sobre a pílula anticoncepional!

pilula_anticoncepcional

Vocês sabiam que a pílula é um dos métodos contraceptivos mais conhecidos e mais utilizados pelas mulheres?

A pílula surgiu na década de 60 e desde o início de sua comercialização ela já passou por uma série de mudanças, se transformando em um prático e seguro medicamento para a prevenção da gravidez.

Ela é um comprimido elaborado à base de dois hormônios femininos, o estrogênio e a progesterona, que tem a finalidade de interromper a ovulação (liberação do óvulo pelo ovário), impedindo assim a fecundação.

A pílula anticoncepcional age tembém alterando a condição do muco cervical, que é a secreção presente no canal vaginal, dificultando o movimento dos espermatozóides até a chegada no útero.

O tipo mais comum de pílula é a que vem na cartela com 21 comprimidos. Deve-se tomar um comprimido por dia, preferencialmente no mesmo horário, para evitar esquecimentos e intervalos muito grandes entre uma dose e outra. Após terminada a cartela, é necessário fazer uma pausa de 7 dias. A menstruação virá normalmente entre o 2º e 5º dia dessa pausa.

Há outras versões de pílulas, com cartelas com 24 ou 28 comprimidos e a forma de uso também pode váriar. Por isso, é muito importante procurar um médico para se informar qual é o tipo mais indicado para você.
Nenhum medicamento deve ser utilizado sem a recomendação de um especialista!

Embora a pílula seja fácil de usar, ela é contraindicada para pessoas que tenham pressão alta, dores de cabeça frequentes, problemas circulatórios, vasculares e diabetes. Fiquem atentos!

E outra coisa importantíssima que deve ser enfatizada é que a pílula só é eficaz contra a gravidez se for utilizada corretamente! E ela não oferece proteção nenhuma contra as doenças sexualmente transmissíveis…portanto, não dispense a camisinha!

Se ficou alguma dúvida, a gente responde!

Até a próxima!