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Sífilis

Boa tarde pessoal!

Vocês acompanharam as noticias sobre sífilis divulgadas no inicio do mês?

Segundo dados levantados pela Secretaria Estadual de Saúde, o número de novas notificações da doença passou de 2.694 para 18.951, entre os anos de 2007 e 2013. Isso indica que os casos de sífilis aqui no Estado aumentaram em 603%! Assustador, não?

Os homens são os que mais se infectam, representando 61% dos contaminados.

O médico Artur Kalichman, coordenador-adjunto do Programa de DST-Aids de São Paulo, diz que parte desse aumento ocorreu porque o registro de casos passou a ser obrigatório a partir de 2010. Mesmo assim, no período entre 2010 e 2013, o total de notificações cresceu 160,8%.

A faixa etária mais atingida pela sífilis é a de 40 a 49 anos. Porém, o Dr. Kalichman afirma que “a prevalência nessa idade é maior porque a sífilis é uma doença antiga e pode ficar anos sem sintomas, mas foi entre os jovens que foi observado a maior taxa de crescimento”.

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a doença.

sifilis

Sinais e Sintomas (Fonte: http://www.aids.gov.br)

Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar sem apresentar sintomas por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.