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Pílula do Dia Seguinte

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Olha só que legal esse texto:

Se dá para remediar, por que prevenir? No universo de vida do jovem, onde o tempo é curto e a pressa é grande, tudo acontece rápido. As preocupações estão muito mais voltadas para aqui e agora, do que para um incerto futuro distante. Para que perder tempo se protegendo e se prevenindo, quando pode haver uma solução mais rápida e imediata se algum problema aparecer? Não é à toa que o consumo de anticoncepcional no país ainda é baixo entre os jovens e que o uso consistente da camisinha tem caído ano após ano. Em contrapartida, a pílula do dia seguinte, um método de emergência, é tomada cada vez mais. Essas tendências devem se manter no próximo ano.”

Esse trechinho foi tirado da matéria Amor, sexo, internet e prazer em 2013, escrita pelo Dr. Jairo Bouer para Revista Época em janeiro deste ano e retrata bem o uso deste polêmico método contraceptivo.

Segundo o próprio médico, a pílula do dia seguinte é e deveria ser encarada apenas como um método emergencial para tentar evitar uma gravidez indesejada. Mas, infelizmente, o que se tem visto é que muitas garotas estão usando o medicamento de maneira indiscriminada.

A pílula do dia seguinte traz uma concentração de hormônios femininos bem maior do que as pílulas contreceptivas comuns. A função desse método é justamente agir como uma “bomba” extra de hormônios para favorecer uma descamação do endométrio (camada interna que se forma dentro do útero), impedindo que um possível óvulo fecundado se implante lá e se desenvolva.

Para que a pílula do dia seguinte provoque esse efeito, é importante que ela seja tomada, no máximo, até 72 horas após a relação desprotegida. Quanto mais cedo ela for ingerida, maior será a sua eficácia.

É importante ressaltar que, mesmo se tomado corretamente, esse tipo de método não é 100% eficaz. Se a gravidez (óvulo implantado no útero) já ocorreu, a pílula do dia seguinte não terá efeito algum. (Ela não é um medicamento abortivo, como muita gente pensa!).

A pílula do dia seguinte pode provocar alguns efeitos colaterais indesejáveis como: dores de cabeça, náuseas, inchaço e mal-estar. Porém, o Dr. Jairo Bouer afirma que o risco maior do uso freqüente deste medicamento é a “bagunça” que ele provoca no ciclo hormonal. “As sucessivas “cargas extras” de hormônio podem desregular o controle do próprio organismo sobre a menstruação. A mulher fica sem saber quando é, de fato, seu período fértil.”

Fora que, como sempre enfatizamos aqui no blog, a relação sexual desprotegida não traz apenas o risco da gravidez não planejada, né? E as DST´s?

O ideal seria combinar a utilização da camisinha com o uso (correto!) do anticoncepcional regular, deixando a pílula do dia seguinte apenas para situações de emergencia como no caso da camisinha estourar, da menina esquecer de tomar um comprimido da pílula convencional…

Agora, se essas emergências estiverem acontecencendo com muita frequência, dai já podemos chamar de descuido ou irresponsabilidade, certo?

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Os mitos da primeira vez…

Oi gente!

Vimos no post anterior que a primeira vez é cercada por angústias, ansiedades, preocupações e dúvidas, mas que também é um momento muito importante, de descobertas, expectativas, de escolhas e decisões!

Enfatizamos que essa iniciação deve ser pensada e valorizada, e que cada pessoa deve vivenciar esse momento somente quando se sentir preparada para isso.

Mas como lidar com os mitos e as fantasias que podem tornar mais tensa e difícil essa decisão?

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Hoje vamos comentar sobre os medos mais comuns, relacionados a primeira relação sexual.

– O corpo muda depois da primeira vez?
Não! Na verdade, o corpo se desenvolve em função da puberdade e isso vai acontecer independentemente do(a) adolescente iniciar a vida sexual ou não. É que ás vezes a primeira relação sexual coincide com esse período de mudanças… Por isso, muito gente faz essa associação! Mas fiquem tranquilos(as), a primeira vez não interrompe nem acelera o desenvolvimento do corpo! Iniciar a vida sexual não vai fazer os seios crescerem mais rápido e nem o bumbum aumentar!

– É verdade que dói?
Depende! Quanto mais nervosa e insegura a menina estiver, maior será o desconforto. A tensão prejudica a dilatação e a lubrificação da vagina, e isso dificultará a penetração, causando um incômodo durante a relação. Não vale a pena forçar, não… Se vocês não estiverem muito a vontade, esperem mais um pouco! Ir adiante sem que os dois estejam confortáveis pode tornar a situação muito mais difícil depois…

– A mulher sangra depois da primeira vez?
Nem sempre! Na maioria das vezes, esse sangramento é provocado pelo rompimento do hímen (membrana fininha que fica logo na entrada da vagina). Mas também o hímen pode se romper de uma forma em que os vasinhos de sangue não sejam afetados, não havendo sangramento algum! Existe alguns tipos de hímen que não se rompem nas primeiras relações… Viu? Não é uma regra! Só não vale achar que aquela menina que não sangrou na primeira vez, não era mais virgem, pois isso não é verdade! E é importante esclarecer também, que caso aconteça um sangramento, esse vai ser pouco e discreto, ás vezes, sendo percebido só no dia seguinte após a relação…

E a pergunta que não quer calar…

– Precisa usar camisinha?
Simmm! A primeira vez tem os mesmos riscos de qualquer relação sexual: gravidez e DST´s. Portanto, a camisinha é a garantia de uma vida sexual sem consequências indesejadas…

E você? Tem alguma dúvida relacionada a primeira vez?

Pode deixar aqui no blog, em forma de comentário, que a gente responde!

Até mais!

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A primeira vez…

Chegou o momento tão esperado para alguns jovens e tão rodeado de dúvidas para outros… A decisão sobre a primeira relação sexual!

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 22% dos adolescentes fazem sexo pela primeira vez aos 15 anos de idade. Nas pesquisas realizadas a cada semestre com os jovens da Unibes, a primeira relação sexual da maioria aconteceu aos 14/15 anos.

Mas será que tem idade certa para isso?

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Na verdade, não! Cada pessoa tem que decidir por si só, levando em consideração suas razões, opiniões, valores, crenças…

É muito comum a idéia de que o momento certo é aquele em que você encontrou a pessoa ideal. Mas a grande questão é: como é essa pessoa ideal? É aquela que você ama e que te ama também? É aquela que te respeita? Como ter certeza do sentimento que o outro tem por você? E se essa relação não durar para sempre?

É normal que várias idéias românticas e que sentimentos fortes por alguém especial façam acreditar que, de fato, chegou a hora certa! É normal também, principalmente no começo do relacionamento, as pessoas confundirem admiração, atração, com amor. Por isso, é importante pensar quais são os motivos que o estão levando a realizar o ato sexual, quais são as suas expectativas em relação a pessoa e em relação a primeira vez com ela. Fazer só por fazer? Por curiosidade? Porque todo mundo já fez?

Muitos acreditam que a primeira relação é a passagem da vida infantil para a fase adulta, mas vale ressaltar que ninguém fica mais maduro ou “mais adulto” após o início da vida sexual. Também é muito importante analisar até que ponto essa decisão é sua ou se você esta querendo por pressão dos amigos ou do próprio(a) namorado(a). Seguir no embalo dos outros, nem sempre é a melhor escolha.

Como vocês podem ver, a primeira vez acaba sendo um momento cercado por diversas questões, preocupações, medo e ansiedade…

Ter dúvidas é normal e ficar apreensivo mais ainda!

Uma forma de lidar melhor com isso é fazendo essas perguntas para vocês mesmos… Conversar sobre todos esses sentimentos com o parceiro(a) também vai ajudar… Eles(as) podem ter as mesmas inquietações! E se estiverem inseguros ou incertos quanto a alguma situação (pessoa, momento, local, confiança), é melhor adiarem um pouquinho essa decisão! Talvez seja um sinal de que ainda não estão tão preparados(as) quanto imaginavam!

* Vale lembrar que é fundamental vocês estarem bem informados sobre os riscos e as consequências de uma relação sexual desprotegida e buscarem, junto a um profissional de saúde, a melhor forma de prevenção.

Até a próxima!